7 Regras para uma Vida não fascista, por Michel Foucault
- Libere a ação política de toda forma de paranóia unitária e totalizante; - Faça crecer a ação, o pensamento e os desejos por proliferação, justaposição e disjunção, mais do que por subdivisão e hierarquização piramidal; - Libere-se das velhas categorias do Negativo(a lei, o limite, a castração, a falta, a lacuna), que o pensamento ocidental, por um longo tempo, sacralizou como forma de poder e modo de acesso à realidade.Prefira o que é positivo e múltiplo; a diferença à uniformidade; o fluxo às unidades; os agenciamentos móveis aos sistemas.Considere que o que é produtivo, não é sedentário, mas nômade; - Não imagine que seja preciso ser triste para ser militante, mesmo que a coisa que se combata seja abominável.É a ligação do desejo com a realidade(e não sua fuga, nas formas de representação)que possui uma força revolucionária; - Não utilize o pensamento para dar a uma prática política um valor de verdade;nem a ação política, para desacreditar um pensamento, como se ele fosse apenas pura especulação.Utilize a prática polítca como um intensificador do pensamemto, e a análise como um multiplicador das formas e dos domínios de interevenção na ação política; - Não exija da ação política que ela restabeleça os "direitos" do indivíduo, tal como a filosofia os definiu.O indivíduo é o produto do poder.O que é preciso é "desindividualizar" pela multiplicação, o deslocamento e os diversos agenciamentos.O grupo não deve ser o laço orgânico que une os individuos hierarquizados, mas um constante gerador de "desindividualização"; - Não se apaixone pelo poder.
Post de Ricardo Amarante
Escrito por Felipe/Ricardo às 21h30
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